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Mais de 600 pessoas participam, em Londrina, das comemorações dos 10 anos do PUFV

Um dia dedicado à discussão sobre educação. Assim foram as comemorações dos 10 anos do Programa A União Faz a Vida nas Regionais Norte, Noroeste, Maringá e Centro Leste Paulista da instituição financeira cooperativa Sicredi União PR/SP. Pela primeira vez, foram realizadas três cerimônias em cidades diferentes, já que, segundo Rogério Machado, diretor-executivo da Sicredi União, “o programa cresceu tanto que não comporta mais reunir todos os envolvidos num só local”.   

A Regional Norte reuniu mais de 600 professores, diretores, secretários de educação e demais profissionais envolvidos com o desenvolvimento do programa em seus municípios. Participaram, além de escolas das cidades sob coordenação da Regional Norte, também escolas de parte da Noroeste, numa cerimônia no Buffet Laguna, em Cambé, no dia 20 de julho. Machado destacou que a Sicredi tem grande desafio de apoiar a educação e valorizar os professores para atender ao propósito da cooperativa de desenvolver a comunidade onde atua. “Se quisermos desenvolver uma sociedade mais justa precisamos apoiar a educação, o único caminho que acreditamos ser possível para transformar o mundo”, disse. O programa, na sua avaliação, só dá certo onde há uma verdadeira parceria com os professores, “que são os grandes agentes de transformação”.

O buffet Laguna foi especialmente preparado para recepcionar os convidados e o dia começou com um café da manhã. Em seguida, foi realizada palestra com o educador Jean Sigel, sobre “Criatividade na Educação: A arte de imaginar e realizar o futuro”. Sigel, que é co-fundador da Escola de Criatividade e atuou por dez anos como coordenador do Fórum Econômico Mundial - Davos/Suiça e do WTTC - World Travel&Tourism Council, iniciou os trabalhos instigando a plateia a responder quem ali se considerava criativo. Modestos, poucos se manifestaram. “As pessoas não se consideram criativas porque parece que a criatividade está ligada às artes. Mas não. E criatividade tampouco tem a ver com idade, mas com os bloqueios mentais criados ao longo de nossa vida”.

Segundo o educador, as empresas, família e escolas têm inibido o pensamento criativo. “Para a criatividade acontecer, temos que deixar a mente trabalhar”, disse, ressaltando que programas inovadores como o “A União Faz a Vida” são importantes para a valorização do saber do aluno. “As escolas, geralmente, valorizam o padrão e não o autoral”.

Entre as muitas informações e orientações transmitidas por Sigel estão os dados de uma pesquisa americana que identificou uma das causas da crise de criatividade no mundo. “As agendas das crianças estão cheias e não sobra tempo para o lúdico, para  brincar; e outro fator é que as escolas insistem em manter os velhos sistemas para formar padrões”.

Um talk show, coordenado por Sigel, após a palestra, levou ao palco as professoras de Astorga Valéria Nunes, Andrea Verri, Fernanda Vito e Andrea Maria Pucilo, e a coordenadora do programa em Ibiporã, Josilene Margonato. Elas falaram sobre a experiência do programa em suas escolas.

Valéria Nunes, coordenadora do programa na Escola Municipal Alfredo Sofientini, de Astorga, disse que “A União Faz a Vida” faz a diferença na sua escola. “No começo é natural que haja uma resistência por parte do professor. Na nossa escola, essa resistência já foi quebrada e vemos, ano a ano,  professores e alunos mais envolvidos”.

Inspirada pelo programa, Valéria, que também é formada em música, fez até uma paródia da canção “Tocando em frente” (Almir Sater e Renato Teixeira) em sua homenagem. Ela apresentou a paródia à plateia, arrancando aplausos de todos.

Paródia de Valéria Nunes da música Tocando em Frente

A União Faz a Vida e faz a diferença, faz você ensinar com mais consciência

Hoje me sinto mais forte mais feliz quem sabe levando a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei...

A União Faz a Vida e faz acontecer, faz você crescer e se fortalecer

É preciso União para trabalhar

É preciso amar e acreditar que a cooperação você vai plantar!

A importância das relações humanas nas escolas

Após almoço oferecido aos participantes do evento, a tarde começou com palestra da professora doutora Emília Cipriano, que abordou o tema “Reconstrução do conhecimento do professor como agente transformador do ato de educar”. Emilia Cipriano tem larga experiência na área educacional, atuando, principalmente com educação infantil, formação de educadores, política de educação infantil , creche, políticas públicas e proposta pedagógica.

Ela encantou a plateia, que interagiu o tempo todo com a educadora, falando da sua experiência em sala de aula e da importância de o professor manter os alunos mobilizados. “O aluno constrói seu aprendizado a partir do que faz sentido para ele e o professor é um produtor de sentidos”, disse.

Também ministrou palestra o professor português José Pacheco, sobre “Comunidades de Aprendizagem”. Pacheco destacou que o “papel da escola e do professor é ajudar o aluno a ser que ele quer ser”.

Crítico do sistema tradicional de ensino, o qual considera uma forma  obsoleta de reprodução de conteúdo, Pacheco defende uma escola sem turmas, sem ciclos, sem testes ou exames e sem reprovações. “Perguntam: se não tem série, não tem turma, ou que tem? Tem aprendizagem”, responde.

Entre uma e outra palestra, as secretárias de Educação de Ibiporã, Margareth Rodrigues Coloniezi, e de Atalaia, Ângela Maria Candiotto, falaram sobre o programa. Em Ibiporã, o programa já atinge 100% das escolas da rede municipal. “Eu acredito neste programa desde o momento em que ele nos foi apresentado”, testemunhou Margareth. Para ela, além da transformação no comportamento dos alunos, o programa mostra ao professor a importância de cooperar, “do fazer juntos”, provocando uma revolução na forma de ensinar e aprender nas escolas. A secretária de Atalaia também destacou as mudanças provocadas pelo programa nas escolas do município. “O programa trouxe diferencias importantes para minha vida, minha escola e meu município, pois nos mostra que é possível transformar a realidade se caminharmos juntos. Por meio do programa, o professor é valorizado e reverenciado pelo Sicredi”, disse ela.

A coordenadora do programa na secretaria municipal de Educação de Londrina, Carla Cordeiro, presente ao evento, informou que, hoje, o “A União Faz a Vida” está presente em sete escolas do município, um aumento considerável em relação ao ano passado, quando apenas duas participavam. “Londrina é uma cidade grande e existem muitos projetos sendo desenvolvidos nas escolas. Mas mesmo naquelas que já participaram e que deixaram de participar, as práticas do  programa foram incorporadas e isso é muito importante”, garantiu.

O gerente Regional de Desenvolvimento da Sicredi União, David Conchon, que acompanhou a programação das comemorações, assim como toda a equipe da cooperativa, é um grande entusiasta do programa.

Para ele, a presença maciça, no evento, de representantes de todos os municípios onde o programa é realizado, mostra a importância que tem para as escolas. “O evento em comemoração aos 10 anos do PUFV foi um grande impulsionador aos nossos educadores. Nós pudemos sentir um pouco do carinho, da atenção e dedicação de todos os envolvidos nesse maravilhoso programa. Estou realmente orgulhoso em ver o quanto nossa cooperativa Sicredi União está fazendo a diferença nas nossas comunidades, através do Programa a União Faz a Vida. Agradeço cada Educador, cada Gerente de Agência Sicredi e também cada colaborador que trabalhou duramente para a realização desse belíssimo evento”, disse, acrescentando que essa resposta das escolas “nos motiva a fazer cada vez mais. Nós queremos levar o programa para todos os municípios onde atuamos porque acreditamos que ele é transformador.”

Criado há 23 anos, o programa é realizado em âmbito nacional. Somente na região de abrangência da Sicredi União PR/SP – Norte e Noroeste do Paraná e Centro Leste Paulista - são 180 escolas, 3.200 professores e mais de 28 mil alunos envolvidos.

Cliente: Sicredi União PR/SP

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